segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Papa despede-se da Polônia

2016-07-31 Rádio Vaticana
Cracóvia (RV) – O Santo Padre concluiu neste domingo (31/7), mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, a de número XV, que o levou à Polônia para a realização da JMJ, em Cracóvia.
Após agradecer o trabalho dos voluntários que trabalharam na JMJ no Ginásio de Esportes Tauron, o Papa Francisco dirigiu-se ao Aeroporto Internacional São João Paulo II, de Balice.
O Pontífice foi acolhido no edifício do cerimonial na área militar pelo Presidente da República polonês Andrzej Duda, acompanhado pela esposa, e o Cardeal Arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz. Estavam presentes alguns fiéis e um coral.
Após o encontro privado, o Pontífice transferiu-se de carro, embaixo de chuva, ao local do embarque.
O Papa foi o último passageiro a embarcar no Voo B787/LOT, que partiu de Cracóvia, às 19h30min, com uma hora de atraso.
Após percorrer 1.100 quilômetros e sobrevoar a Polônia, a Eslováquia, Áustria, Eslovênia, Croácia e Itália, o avião trazendo o Papa a Roma deverá aterrissar por volta 21h25min no Aeroporto Fiumicino.
Conclui-se assim a 15ª Viagem Apostólica internacional do Pontificado de Francisco.
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa agradece aos voluntários: memória, coragem, futuro

016-07-31 Rádio Vaticana

Cracóvia (RV) – O último “compromisso” do Papa Francisco na Polônia foi o encontro com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude, no Ginásio de Esportes Tauron, distante 10 km de Cracóvia.
O encontro teve início com o testemunho de dois voluntários – uma polonesa e um panamenho – que confirmam ao Papa os dons recebidos desta e das outras JMJ, vividas no serviço, ajudas extraordinárias por escolha de vida pessoal, coerente com a fé, e a pertença à Igreja.
Comovente foi a leitura – feita pelo irmão – de uma carta escrita por um jovem gráfico polonês, a quem se deve toda a cenografia da JMJ em Cracóvia, falecido devido a um tumor no início de julho.
Francisco iniciou o seu pronunciamento  aos jovens voluntários lendo o texto que havia preparado – de seis folhas: “Caríssimos voluntários – disse – antes de voltar para Roma, sinto o desejo de vos encontrar e, sobretudo, agradecer a cada um de vocês pelo empenho, a generosidade e a dedicação com que acompanharam, ajudaram e serviram a milhares de jovens peregrinos. Graças também pelo vosso testemunho de fé que, unido ao de tantíssimos jovens provenientes de todas as partes do mundo, é um grande sinal de esperança para a Igreja e para o mundo. Doando-vos por amor a Cristo, vocês experimentam o quanto é bonito comprometer-se por uma causa nobre”.
Deixando o texto de lado, por achá-lo “chato”, Francisco o entregou e começou a falar de improviso em espanhol.
“Preparar uma Jornada da Juventude – afirmou – é uma aventura, quer dizer colocar-se em uma aventura e chegar. Chegar, servir, trabalhar, fazer e depois despedir-se. Portanto, antes de tudo, a aventura, a generosidade. Eu quero agradecer a todos vocês, voluntários, voluntárias, benfeitores, por tudo o que fizeram. Quero agradecer pelas horas de oração que fizeram, porque sei que esta Jornada foi colocada ao lado de muito trabalho, mas também muita oração. Obrigado aos voluntários que dedicaram um tempo à oração, para que pudéssemos seguir em frente assim”.
“Obrigado aos sacerdotes, aos sacerdotes que vos acompanharam; obrigado às religiosas, que vos acompanharam; obrigado aos consagrados e obrigado a vocês que entraram nesta aventura, com a esperança de conseguir chegar ao final”.
Ter memória
“O bispo, quando fez a apresentação, disse a ele – não sei se entenderão esta palavra – um cumprimento adulatório: “Vocês são a esperança do futuro”. E é verdade! Porém, sob duas condições. Vocês querem ser esperança para o futuro? Sim? Estão certos disto? (respondem “sim”). Então, sob duas condições: não, não é necessário pagar o bilhete de entrada... A primeira condição é ter memória, perguntar-se de onde venho; a memória de meu povo, a memória da minha família, de meu país, de toda a minha história. O testemunho da segunda voluntária era repleto de memória, repleto! Memória de um caminho, memória de quanto recebeu de seus pais. Um jovem sem memória não pode ser esperança para o futuro. Está claro? (respondem: “Sim!”).
“’Padre, como faço para ter memória?’ – ‘Fala com teus pais, fala com os adultos. Sobretudo fala com os avós   ‘. Está claro? De tal modo, que se vocês querem ser a esperança do futuro, vocês devem receber a ‘tocha do nono e da nona’, está claro?”.
“Me prometam que para preparar o Panamá vocês falarão mais com os avós? (respondem: “Sim”). E se os nonos já foram pro céu, falem de qualquer modo com os idosos e perguntem a eles? (responde: “Sim!”). Peçam a eles, porque eles são a sabedoria do povo. Portanto, para ser esperança, a primeira condição é ter memória. “Vocês são a esperança do futuro”, disse para vocês o bispo”.
Coragem e futuro
“Depois, a segunda condição: se para o futuro sou esperança e tenho memória do passado, permanece para mim o presente. O que devo fazer no presente? Ter coragem. Ter coragem! Serem corajosos, ser corajosos! Não assustarem-se. Ouvimos o testemunho, o adeus deste nosso amigo que foi vencido pelo câncer: ele queria estar aqui! Não chegou, mas teve a coragem, a coragem de enfrentar, a coragem de continuar a lutar, também na pior das condições. Este jovem, hoje, não está aqui, mas aquele jovem semeou esperança para o futuro. Portanto, para o presente, coragem! “Para o presente?” (respondem: “Coragem!”). Valentia, coragem. Está claro? Portanto, se vocês têm... Qual era a primeira coisa? (respondem: “Memória!”). E se têm (responde: “Coragem!”, vocês serão a esperança (respondem: “Futuro!”). Está tudo claro? Bem!”.
“Eu não sei se eu estarei no Panamá, mas posso assegurar para vocês uma coisa, que Pedro estará no Panamá. E Pedro perguntará para vocês se falaram com os avós, se falaram com os anciãos para ter memória, se tiveram a coragem e audácia para enfrentar a situação e se semearam para o futuro. E responderão a Pedro... (respondem: “Sim!”). Está claro? Que Deus vos abençoe a todos. Obrigado. Obrigado por tudo! E agora todos juntos, cada um na própria língua, rezemos a Virgem”.
Recita Ave Maria...
E peço a vocês para rezarem por mim. Não esqueçam. E vos dou a bênção.
Bênção
E estava me esquecendo: como era? (respondem: “Memória, coragem, futuro!”).
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa: jovem sem memória não é esperança para o futuro

2016-07-31 Rádio Vaticana 
Na tarde deste domingo dia 31 de Julho, mais precisamente às 17,00 horas da Polónia, o Papa Francisco encontrou-se com os voluntários das JMJ e com a Comissão Organizadora, em Tauron Arena da Cidade de Cracóvia. Após o breve discurso de boas vindas do Bispo coordenador da JMJ, Dom Muskus e de três voluntários, um do Panamá e dois da Polónia, o Santo Padre proferiu, a braço, o seu discurso de agradecimento aos 25 mil voluntários desta XXXI JMJ de Cracóvia

Queridos voluntários disse, antes de regressar a Roma, sinto desejo de vos encontrar e sobretudo agradecer a cada um de vós pelo empenho, generosidade e dedicação com que acompanhastes, ajudastes e servistes os milhares de jovens peregrinos. Obrigado também pelo vosso testemunho de fé que, unido ao de muitíssimos jovens provenientes de toda a parte da terra, é um grande sinal de esperança para a Igreja e para o mundo. Dando-vos por amor de Cristo, experimentastes como é belo comprometer-se por uma causa nobre e como é gratificante fazer, na companhia de tantos amigos e amigas, um percurso que, embora repleto de tantas fadigas, compensa porém o esforço com a alegria e a dedicação com uma nova riqueza de conhecimento e abertura a Jesus, ao próximo, a opções de vida importantes. Assim, para este encontro convosco eu tinha preparado um discurso de cinco páginas, mas que acho um pouco aborrecido e por isso vou vos deixar estas páginas e vou tentar dizer algo a braços:

Francisco agradeceu à todos aqueles que se dedicaram intensamente à oração para o bom êxito desta JMJ; em seguida agradeceu aos sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e consagradas e à todos aqueles que acompanharam os jovens nesta aventura da XXXI JMJ de Cracóvia.

Foi dito, disse Francisco, que vós os jovens sois e representais a esperança do futuro. Tudo isso, acrescentou, é verdade, mas a duas condições: antes de mais, que vós, os jovens, tenhais memória da herança da vossa vida: de onde provêm, das vossas famílias, dos vossos países etc., pois, um jovem sem memória, não pode ser esperança para nenhum futuro do mundo; e é escutando aos idosos que se cultiva a memória do nosso futuro. Neste sentido o Papa convidou aos jovens à passarem mais tempo com os idosos e escutá-los sobretudo antes do início da próxima JMJ que terá lugar em Panamá em 2019; enfim, trata-se de recordar que no fundo, como disse Amadú Hampaté Bâ, “ em África, cada velho que morre é uma biblioteca que arde”. De fato, a escuta desses velhos, desses idosos, permite uma recolha da herança, da memória com a qual construir a esperança do futuro evitando assim que a sua morte represente o “incêndio” da nossa biblioteca, da nossa memória vital e imprescendível para a construção dum mundo melhor, ou pelo menos, menos pior, do presente que nos é dado viver hoje.
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Eis então que a segunda e última condição para ser esperança do futuro, disse Francisco, é ser valentes no hoje, no presente, na vida presente, nas diversas dinâmicas de altos e baixos que a vida quotidiana nos oferece hoje: sermos portanto corajosos perante os eventos da vida, os imensos desafios que a vida hodierna apresenta diante de nós e sem nunca termos medo da história.

Depois, seguiu-se a cerimónia de despedida da Polónia no aeroporto de Cracóvia. A chegada de Francisco deverá acontecer às 20.30 horas de Roma.
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Santo do Dia - Santo Afonso Maria de Ligório - Bispo e Doutor da Igreja

Santo Afonso Maria de Ligório
Eleito Bispo, pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho “Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral”. Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.
Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.
Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.
Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.
Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!

Salmo de Hoje (Sl 118)

— Ensinai-me a fazer vossa vontade!
R- Ensinai-me a fazer vossa vontade!
— Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente! Não retireis vossa verdade de meus lábios, pois eu confio em vossos justos julgamentos!
— Que se voltem para mim os que vos temem e conhecem, ó Senhor, vossa Aliança! Meu coração seja perfeito em vossa lei, e não serei, de modo algum, envergonhado!
— Espreitam-me os maus para perder-me, mas continuo sempre atento à vossa lei.
— De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.

Compreendendo e Refletindo

Não deixe ninguém ir para longe ou se afastar de você sem que você seja alimento para ela

“Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mateus 14, 16).

Uma grande multidão seguia Jesus e Ele teve compaixão dela. Ele alimentou com o Pão da Palavra aquela multidão, levando-lhe consolo e conforto, levando cura para a alma e o coração de todos.
Jesus não quer que nenhum de nós ande, neste mundo, sem ter o Seu consolo e conforto, sem ter Sua Palavra, que é vida, que nos consola e nos refaz, que nos coloca para cima. Porque só Ele, só o Senhor têm Palavras de vida eterna!
Precisamos nos compadecer das enormes multidões, dos filhos e filhas de Deus, deste mundo inteiro perto de nós ou ao nosso lado, das nossas cidades e campos. Onde quer que estejamos, há muitas pessoas sedentas e com fome da Palavra de Deus. Precisamos alimentá-las com Jesus!
Assim como estou levando Jesus ao seu coração, à sua vida, e você mesmo percebe o quanto a Palavra faz diferença em sua vida, você também precisa levá-la a outras pessoas.
Não basta só dar o Pão da Palavra, pois, no meio de nós, há muitos que estão com fome e sedentos. Os discípulos disseram: “Jesus, despede eles, pois está ficando bem tarde. Eles vão ficar com fome!”. Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.
Primeiro, cada um de nós precisa ser alimento para o outro. A nossa presença na vida do outro é consolo, conforto para que o outro não padeça pela fome. Precisamos nos preocupar com a fome do outro. Quando alguém chega em sua casa para comer, para estar com você, para conversar, para partilhar e participar da sua vida, pode ser que você tenha poucas coisas ou quase nada em casa, mas o milagre da partilha acontece. O pão e o feijão que você coloca na mesa se multiplicam e o alimento dá para todos. E assim nós devemos fazer, a cada dia da nossa vida, o milagre da partilha, a graça de partilhar o que temos para com os outros e Deus irá multiplicar.
Não deixe ninguém ir para longe ou afastar-se de você, sem que seja alimento para ela, sem dar o alimento àquela pessoa. Não se importe se você tem pouco alimento, se o alimento da sua casa é pouco. Quem divide o que tem com os outros Deus dá a graça de multiplicar. Deus quer que multipliquemos nossos dons, a nossa presença e os nossos alimentos para saciarmos a fome uns dos outros!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo- Canção Nova

Evangelho (Mt 14,13-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios.21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.