sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Papa aos Combonianos: oração e exemplo dos mártires no centro da missão

2015-10-01 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (1º/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os oitenta e cinco participantes do 18º Capítulo Geral dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus. 
“Este encontro me dá a oportunidade de manifestar a vocês e a todo o instituto o reconhecimento da Igreja pelo seu serviço generoso ao Evangelho”, disse o pontífice. 
Francisco iniciou sua reflexão com os Missionários Combonianos, começando da palavra ‘missionários’.
  “Vocês são servidores e mensageiros do Evangelho, especialmente para aqueles que não o conhecem ou o esqueceram. Na origem de sua missão existe um dom: a iniciativa gratuita do amor de Deus que lhes dirigiu dois chamados: estar com Ele e pregar. Na base de tudo está a relação pessoal com Cristo, arraigada no Batismo, confirmada na Crisma e reforçada pela Ordenação”, disse o Papa.
“Neste espaço de oração se encontra o tesouro verdadeiro a ser doado aos irmãos através do anúncio. O missionário é o servidor do Deus que fala, que deseja falar aos homens e mulheres de hoje, como Jesus falava às pessoas de seu tempo e conquistava o coração das pessoas que iam ouvi-lo e ficavam admiradas com os  seus ensinamentos. Esta relação da missão ad gentes com a Palavra de Deus não se coloca tanto na ordem do ‘fazer’ mas do ‘ser’”, frisou Francisco.
  Segundo o Santo Padre, “a missão, para ser autêntica, deve colocar no centro a graça de Cristo que jorra da Cruz. Acreditando Nele é possível transmitir a Palavra de Deus que anima, sustenta e fecunda o compromisso missionário. Por isso, devemos nos nutrir sempre da Palavra de Deus, para ser um eco fiel, acolhê-la com a alegria do Espírito, interiorizá-la e torná-la carne de nossa carne, como Maria. Na  Palavra de Deus existe a sabedoria que vem do alto, e que nos ajuda a encontrar linguagens, comportamentos e os instrumentos adequados para responder aos desafios da humanidade que muda”.
A segunda parte da reflexão do Papa Francisco se deteve sobre a segunda parte do nome do Instituto: ‘Combonianos do Coração de Jesus’. 
“Vocês contribuem com alegria para a missão da Igreja, testemunhando o carisma de São Daniel Comboni que encontra o  ponto qualificador no amor misericordioso do Coração de Cristo pelos homens indefesos. Este coração é fonte da misericórdia que salva e gera esperança. Portanto, como consagrados a Deus para a missão, vocês são chamados a imitar Jesus misericordioso e manso a fim de viver o seu serviço com coração humilde, cuidando dos que estão abandonados. Não se cansem de pedir ao Sagrado Coração de Jesus a mansidão que, como filha da caridade, é paciente, tudo perdoa, espera e suporta. Nele se aprende a mansidão necessária para enfrentar a ação apostólica em contextos difíceis e hostis”, frisou ainda o pontífice. 
Francisco disse aos combonianos que o Coração de Jesus que tanto amou os homens deve impulsioná-los a ir às periferias da sociedade para testemunhar a perseverança do amor paciente e fiel. “Que a contemplação do Coração ferido de Jesus renove em vocês a paixão pelas pessoas de nosso tempo, que se expressa com amor gratuito no compromisso da solidariedade, especialmente para com os desfavorecidos. Assim, vocês continuarão promovendo a justiça e a paz, o respeito e a dignidade de casa pessoa”, sublinhou o Santo Padre.
O Papa espera que a reflexão sobre as temáticas do capítulo ajude os combonianos a redescobrirem cada vez mais o seu grande patrimônio de espiritualidade e atividade missionária.     
“Prossigam, com confiança, a sua colaboração preciosa na missão da Igreja. Que o exemplo de muitos confrades que entregaram suas vidas ao Evangelho lhes seja de estímulo e encorajamento. Sabemos que a história do Instituto Combioniano é marcada por uma cadeia de mártires que chega até os nossos dias. Eles são semente fecunda na difusão do Reino e protetores de seu compromisso apostólico”, concluiu Francisco. (MJ)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa Francisco: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa

2015-10-01 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Foi divulgada nesta quinta-feira, 1º de outubro, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no dia 17 de janeiro de 2016. “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa!, escreve Francisco na sua mensagem para a ocasião que tem como tema “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.
No texto o Papa cita por primeiro a bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na qual ele recorda que “há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”.
Destaca então nesta perspectiva que vivemos neste momento fluxos migratórios em contínuo aumento em todo o planeta: assim prófugos e pessoas em fuga da sua pátria interpelam os indivíduos e as coletividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam, escreve Francisco.
E o Papa faz uma constatação: “com frequência sempre maior, as vítimas da violência e da pobreza, abandonando as suas terras de origem, sofrem o ultraje dos traficantes de pessoas humanas na viagem rumo ao sonho dum futuro melhor. Se, entretanto, sobrevivem aos abusos e às adversidades, devem enfrentar realidades onde se aninham suspeitas e medos”.
Hoje o Evangelho da misericórdia – prossegue Francisco - mais do que no passado, sacode as consciências, impede que nos habituemos ao sofrimento do outro e indica caminhos de resposta que se radicam nas virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, concretizando-se nas obras de misericórdia espiritual e corporal.
Precisamente diante desta constatação, O Papa quis que o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2016 fosse dedicado ao tema: “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.
Os fluxos migratórios constituem já uma realidade estrutural, e a primeira questão que se impõe refere-se à superação da fase de emergência para dar espaço a programas que tenham em conta as causas das migrações, das mudanças que se produzem e das consequências que imprimem novos rostos às sociedades e aos povos.
Todos os dias, porém, as histórias dramáticas de milhões de homens e mulheres interpelam a comunidade internacional, testemunha de inaceitáveis crises humanitárias que surgem em muitas regiões do mundo. A indiferença e o silêncio abrem a estrada à cumplicidade, quando assistimos como expectadores às mortes por sufocamento, privações, violências e naufrágios.
“De grandes ou pequenas dimensões, sempre tragédias são; mesmo quando se perde uma única vida humana”.
Francisco recorda que os emigrantes são nossos irmãos e irmãs que procuram uma vida melhor longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que deveriam ser divididos equitativamente entre todos. E faz uma pergunta: “porventura não é desejo de cada um melhorar as próprias condições de vida e obter um honesto e legítimo bem-estar que possa partilhar com os seus entes queridos?”
O Pontífice sublinha que quem emigra é forçado a modificar certos aspectos que definem a sua pessoa e, mesmo sem querer, obriga a mudar também quem o acolhe. Então como viver estas mudanças de modo que não se tornem obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento, mas sejam ocasião para um autêntico crescimento humano, social e espiritual, respeitando e promovendo aqueles valores que tornam o homem cada vez mais homem no justo relacionamento com Deus, com os outros e com a criação?
Como fazer então para que a integração se torne um enriquecimento mútuo, abra percursos positivos para as comunidades e previna o risco da discriminação, do racismo, do nacionalismo extremo ou da xenofobia?
Muitas instituições, associações, movimentos, grupos comprometidos, organismos diocesanos, nacionais e internacionais experimentam o encanto e a alegria da festa do encontro, do intercâmbio e da solidariedade. Eles reconheceram a voz de Jesus Cristo: “Olha que Eu estou à porta e bato”. E, todavia, não cessam de se multiplicar os debates sobre as condições e os limites que se devem pôr à recepção, não só nas políticas dos Estados, mas também em algumas comunidades paroquiais que veem ameaçada a tranquilidade tradicional.
Diante de tais questões, como pode a Igreja agir senão inspirando-se no exemplo e nas palavras de Jesus Cristo? A resposta do Evangelho é a misericórdia.
Nesta perspectiva, é importante olhar para os emigrantes não somente com base na sua condição de regularidade ou irregularidade, mas sobretudo como pessoas que, tuteladas na sua dignidade, podem contribuir para o bem-estar e o progresso de todos..
A Igreja coloca-se ao lado daqueles que se esforçam por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada, o direito a não emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do país de origem.
O olhar de Francisco via também para a causa das migrações afirmando que é necessário esconjurar, se possível já na origem, as fugas dos prófugos e os êxodos impostos pela pobreza, a violência e as perseguições. Sobre isto, é indispensável que a opinião pública seja informada de modo correto, até para prevenir medos injustificados e especulações sobre a pele dos emigrantes.
Ninguém pode fingir que não se sente interpelado pelas novas formas de escravidão geridas por organizações criminosas que vendem e compram homens, mulheres e crianças como trabalhadores forçados na construção civil, na agricultura, na pesca ou noutros âmbitos de mercado. Quantos menores são, ainda hoje, obrigados a alistar-se nas milícias que os transformam em meninos-soldados!
Quantas pessoas são vítimas do tráfico de órgãos, da mendicidade forçada e da exploração sexual! Destes crimes aberrantes fogem os prófugos do nosso tempo, que interpelam a Igreja e a comunidade humana, para que também eles possam ver, na mão estendida de quem os acolhe, o rosto do Senhor, “o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação”.
E o Papa conclui dirigindo-se diretamente aos irmãos e irmãs emigrantes e refugiados! “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa! Não deixeis que vos roubem a esperança e a alegria de viver que brotam da experiência da misericórdia de Deus, que se manifesta nas pessoas que encontrais ao longo dos vossos caminhos! (SP)

(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Vigília Sínodo na Praça São Pedro na presença do Papa

2015-10-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “’O amor é a nossa missão’: do envio dos históricos dias do Encontro mundial das famílias em Filadélfia ao próximo Sínodo, continua forte a consciência de que a família encontra-se no coração das atenções do Papa Francisco e de toda a Igreja. Isto requer do povo das famílias do mundo todo um suplemento de orações e de proximidade aos padres sinodais. Por isso o convite do Papa Francisco às famílias para se encontrarem, às vésperas do Sínodo, em oração, na Praça São Pedro, neste sábado, 3 de outubro”.
É o que se lê em uma nota do Fórum das Associações Familiares italianas. “Profundamente questionados por este convite – continua o comunicado -, estamos mobilizados para ‘estarmos presentes’ e para tornar visível esta presença, porque, como recentemente lembrou o Secretário da Conferência episcopal italiana, Dom Nunzio Gallantino, ‘existe a necessidade de fazer ver a beleza da família. A nossa verdadeira força é permanecer fincados na realidade com a consciência que a realidade é superior à ideia: e a realidade é a família’”.
Por isso, as 50 associações italianas que compõem o Fórum, os 20 Fóruns regionais e os 100 Fóruns locais, chegarão de toda a Itália: “Estarão no Vaticano com a humildade dos fiéis, mas também com a consciência da responsabilidade de representar todas as famílias, pedra angular da convivência social”.
A Rádio Vaticano transmite ao vivo neste sábado a Vigília de Oração e o discurso do Papa às famílias a partir das 17h30 hora local, 12h30, hora de Brasília, com comentários em português. (SP)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa escreve aos pequenos embaixadores da paz

2015-10-01 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco respondeu a carta de Damião, menino italiano de 8 anos, que escreveu ao pontífice convidando-o a ir ao Santuário de Lourdes, na França, para se tornar com as crianças da União Italiana de Transporte de Enfermos a Lourdes e aos Santuários (Unitalsi), embaixador da paz. 
“Querido Damião, queridas crianças em missão de paz em Lourdes. Soube que este ano vocês estão em missão de paz no Santuário de Lourdes, aos pés de Nossa Senhora, para pedir a sua proteção. Acompanho vocês na oração. Estou próximo espiritualmente a cada um de vocês sobretudo das crianças doentes”, escreve o papa.
A carta do pontífice foi lida, nesta quarta-feira (30/09), em Lourdes. Os pequenos missionários participam da 10ª Peregrinação de crianças em missão de paz no âmbito da peregrinação nacional da Unitalsi. 
“Que esta missão seja de oração e testemunho. Façam ver aos adultos que as crianças são capazes de rezar, de querer bem a Jesus, amigo que não trai, de se ajudar reciprocamente, de esperar num futuro melhor”, frisa Francisco.
Neste momento em que vemos muitas crianças enfrentando as viagens da esperança, o Papa pede aos pequenos embaixadores da paz para pedirem a Nossa Senhora de Lourdes a proteção para as crianças que sofrem. (MJ)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Santo do Dia - Santos Anjos da Guarda

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Encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um de nós

Neste dia em que fazemos memória do nosso protetor, a Igreja termina assim o hino e oração da manhã: “Salvai por vosso filho a nós, no amor; ungidos sejamos pelos anjos; por Deus trino, protegidos!”
A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”.
Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade, era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós, seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus:“Guardai-vos de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18,10)
Nos Atos dos Apóstolos e nos escritos de São Bernardo, Santo Tomás de Aquino e outros Doutores da Igreja, encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um, pois atesta a Sagrada Escritura: “Não são todos (os anjos) eles espíritos cumpridores de funções e enviados a serviço, em proveito daqueles que devem receber a salvação como herança?” (Hb 1,14)
Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma linda oração (apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época. Aprendamos e rezemos esta quase milenar prece: “Anjo do Senhor – que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.”
Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

Liturgia Diária -Sexta-feira 02/10/2015- Primeira Leitura (Êx 23,20-23)


Leitura do Livro do Êxodo.
Assim diz o Senhor: 20“Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. 21Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões, e nele está o meu nome. 22Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. 23O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje (Sl 90)



— O Senhor deu uma ordem aos seus Anjos, para em todos os caminhos te guardarem.
R-O Senhor deu uma ordem aos seus Anjos, para em todos os caminhos te guardarem.

1- Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.
2-Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te.
3- Não temerás terror algum durante a noite, nem a flecha disparada em pleno dia; nem a peste que caminha pelo escuro, nem a desgraça que devasta ao meio-dia.
4- Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus Anjos para em todos os caminhos te guardarem.