quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Compreendendo e Refletindo

Encontramos em Jesus a justa medida para a nossa vida. É preciso ter a justa medida e viver uma coisa a cada tempo, saber viver aquilo que fomos chamados a viver.
“As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça” (Lucas 9, 58).
Aquele que deseja seguir Jesus, tornar-se Seu discípulo, ir atrás do Mestre [porque Ele é quem vai à nossa frente], precisa ter um coração desprendido. Se você esperar ter segurança material, segurança afetiva, ter todas as coisas que anseia, que deseja, para começar a seguir Jesus, a sua vida vai acabar aqui na terra e não O seguirá nunca, porque Ele é o primeiro a não ter nada. “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”, diz a Carta de São Lucas 9, 58.
Na pobreza, no desprendimento, no ‘não ter’ ou no pouco que tem, Ele é todo do Pai. E nós, que queremos ir atrás do Senhor, vamos com o que temos e, muitas vezes, precisamos deixar o que temos, porque o que temos é pesado demais, nos mantém presos, agarrados, cativos e não temos disposição para segui-Lo.
Desculpe-me, mas, muitas vezes, nós queremos cuidar de toda a nossa família e não cuidamos de nós. Queremos cuidar do pai, da mãe, do irmão, da irmã, do sobrinho, da sobrinha, do sogro, da sogra[…]. Nós temos que, realmente, cuidar dos nossos, orar por eles, nos fazer presente quando necessário. Agora, quando queremos carregar todo mundo no colo não conseguimos seguir o que Deus tem para nós!
É bonito ver quem tem disposição para cuidar da mãe, do pai; não podemos deixá-los jogados, desprezados, como se não tivessem ninguém, de forma nenhuma. Mas, precisamos saber ter um tempo para cada coisa; precisamos saber cuidar de nós, saber do tempo para nos dedicar a Deus. Uma vez que tornamos alguém dependente afetivo de nós, quando precisarmos nos tornar livres não conseguiremos ou se o fizermos sofreremos muito e faremos o outro sofrer. É preciso ter a justa medida e viver uma coisa a cada tempo, saber viver aquilo que fomos chamados a viver.
Uma vez que se casou, a prioridade é o seu casamento, a família que se formou; na medida que é possível você colabora, ajuda seus pais, seus sobrinhos, mas uma coisa de cada vez! É por querermos abraçar muitas coisas, ao mesmo tempo, que deixamos de abraçar o essencial!
Que saibamos encontrar em Jesus a justa medida para fazer cada coisa a seu tempo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo- Canção Nova

Evangelho (Lc 9,57-62)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhes: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Papa Francisco chega a Roma

2015-09-28 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco chegou a Roma, ao aeroporto de Ciampino, na manhã desta segunda-feira (28/09), às 10h locais, concluindo sua 10ª Viagem Apostólica Internacional que o levou a Cuba e Estados Unidos.
Do aeroporto o pontífice se dirigiu diretamente à Basílica de Santa Maria Maior para um momento de oração e agradecimento a Nossa Senhora, Salus Populi Romani. 
Antes de partir para Cuba e Estados, Francisco foi ao templo mariano, no último dia 18, para pedir à Mãe de Deus ajuda e proteção. É a 25ª vez que o Papa Francisco visita a Basílica de Santa Maria Maior.
Ao chegar à Cidade Eterna, Francisco tuitou: De coração vos agradeço. O amor de Cristo guie sempre o povo americano! (MJ)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

“Papa não é celebridade, é Servo dos servos de Deus”, diz Francisco aos jornalistas


2015-09-28 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Na tradicional conversa a bordo com os jornalistas realizada ao final das viagens, o Papa disse que não é uma “estrela” mas que o Pontífice é o “Servo dos servos de Deus”. Francisco ainda declarou-se surpreendido pela “calorosa” acolhida recebida nos Estados Unidos. Falou ainda que o maior desafio para a Igreja nos EUA é estar próxima das pessoas e que “foi duro” com os bispos acerca dos abusos sexuais.
Santo Padre, nos Estados Unidos, o senhor virou uma “star”. É bom para a Igreja que o Papa seja uma celebridade?
“O Papa deve… Sabes qual era o título que os Papas usavam e que se deve usar? Servo dos servos de Deus. É um pouco diferente de uma celebridade. As estrelas são bonitas de se ver, eu gosto de vê-las quando o céu está limpo no verão... Mas o Papa deve ser – deve ser! – o Servo dos servos de Deus. Sim, na imprensa se usa isso, mas há uma outra verdade: quantas estrelas vimos que depois se apagam e caem. É uma coisa passageira. Ao invés, ser ‘Servo dos servos de Deus’, isso é bonito! Não passa! Não sei… Assim, penso eu”
“Divórcio católico”
Sobre o seu recente Motu Proprio que facilitou o processo de nulidade matrimonial, o Papa reiterou que o “divórcio católico” não existe. “Ou não foi matrimônio – e esta é a nulidade, não existiu – e se existiu é indissolúvel. Isto é claro”.
China
Ao recordar que já se havia manifestado sobre seu desejo de ver estabelecidas relações diplomáticas entre Santa Sé e China, o Papa disse que “existem contatos e diálogo”. “Para mim, ter um país amigo como a China, que tem tanta cultura e tanta possibilidade de fazer bem, seria uma alegria”.
Colômbia
Sobre o acordo de paz na Colômbia, o Papa disse sentir-se parte não por ter uma atuação direta e sim porque “sempre desejou isso”. “Falei duas vezes com o presidente Juan Manuel Santos sobre o problema, e a Santa Sé – não somente eu – a Santa Sé está aberta a ajudar como puder”.
Objeção de consciência
No contexto de uma resposta sobre “funcionários do governo” que se rejeitam realizar o trabalho segundo a lei, o Papa disse que a objeção de consciência é um direito humano. “Se a uma pessoa não é permitido exercer a objeção de consciência, essa é a negação de um direito”.
“Sucesso” da viagem
Ao ser questionado se se “sentia mais forte” após o sucesso da viagem, Francisco afirmou que deve continuar no caminho do serviço porque sente que ainda não faz tudo o que deve fazer. “Este é o sentido que eu tenho de poder”, respondeu. “Não sei se tive sucesso ou não. Mas tenho medo de mim mesmo, porque se eu tenho medo de mim mesmo, me sinto sempre – não sei – frágil, no sentido de não ter poder, o poder é também uma coisa passageira: hoje existe, amanhã não... Jesus definiu o poder: o verdadeiro poder é servir”.
“Mulheres” sacerdotisas
Questionado sobre se, um dia, a Igreja católica terá mulheres sacerdotisas, o Papa afirmou que “isso não se pode fazer”. Contudo, admitiu: “Estamos um pouco atrasados no desenvolvimento de uma teologia da mulher. Devemos seguir adiante com essa teologia. Isso sim, é verdadeiro”. (RB)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Pe. Lombardi: EUA admirado com humanidade do Papa Francisco

2015-09-28 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - Com a chegada às 10h da manhã desta segunda-feira ao aeroporto Ciampino de Roma, o Papa Francisco concluiu a 10ª Viagem Apostólica Internacional de seu Pontificado, cuja visita – tanto a Cuba quanto aos EUA – foi profundamente marcada pelo tema da família. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, atém-se aos momentos candentes da visita aos EUA.
Pe. Federico Lombardi:- “O Papa sempre destacou – desde Cuba – que a questão da família era, de certo modo, a temática que o levara a fazer essa viagem, que, de fato, se concluía em Filadélfia para o Encontro mundial. Francisco recordou o tema da família em cada um dos discursos importantes desta viagem: recordou-o falando diante do presidente Obama; diante do Congresso dos EUA, diante das Nações Unidas. O Papa falou sobre a gravidade das questões que dizem respeito à situação da família e do matrimônio no momento histórico atual. Portanto, mesmo se o clima – felizmente – era de muita festa, muita alegria, era de anúncio de uma palavra positiva do Evangelho, da família na sua perspectiva cristã, porém, estava muito presente a consciência da seriedade da situação das interrogações sobre o futuro da humanidade, inclusive no que tange ao modo em que se vive, tutela ou não a célula fundamental que é a família. Naturalmente, nas grandes concentrações houve todo o entusiasmo da população dos EUA – das três grandes cidades que foram visitadas – para ver o Papa, para ouvi-lo, para entrar em contato com ele. E se via que o Papa chegava encontrando um interesse, uma simpatia, uma disponibilidade excepcional do povo em geral, realmente muito, muito notável. E o que impressiona – ressaltou-o também o presidente Obama, o secretário-geral Ban Ki-moon, vários outros – é justamente, de certo modo, a humanidade deste Papa, a sua capacidade de estabelecer uma relação com as pessoas, que expressa proximidade, solidariedade. Existe essa atração – digamos – da sua figura humana, que lhe dá a possibilidade de dizer palavras, por vezes também incômodas, mas claras e orientadoras, para a humanidade de hoje. Os elementos deste entusiasmo e deste desejo do povo estadunidense eram muito evidentes e também a cobertura midiática dada a esta presença do Papa foi grandiosa.”
RV: Suas palavras recordam-me aquilo que o Papa Francisco disse aos organizadores despedindo-se no aeroporto de Filadélfia: “Sejam generosos. Continuem sendo entusiastas da mensagem do Evangelho, olhem sempre para os pobres nesta terra que foi abençoada por muitas oportunidades”...
Pe. Federico Lombardi:- “Sim, o Papa – também ele – foi ao povo estadunidense com uma grandíssima amizade, com uma enorme disponibilidade e benevolência, para colher seus valores, para entrar em diálogo com ele, compreendendo a grande história de liberdade, de democracia, de pluralismo, de construção de uma grande nação, a partir da imigração de tantas diferentes origens, mesmo tendo todas suas mensagens a dar de responsabilidade, de necessidade de compromisso e de mudança para o futuro, sob diferentes aspectos, quer no tocante ao acolhimento dos migrantes, quer no tocante ao cuidado do ambiente, as responsabilidade em nível internacional e assim por diante... Todas essas foram coisas que o Papa disse, mas soube dizê-las partindo de uma base, de uma premissa de compreensão repleta de respeito e de admiração pelos valores da história deste grande país.”
RV: Olhando de modo geral para essa décima viagem apostólica – a mais longa até então do Papa Francisco –, a título de impressão pessoal, o que, nesse primeiro momento, fica mais evidente para o senhor?
Pe. Federico Lombardi:- "Diria que do ponto de vista emotivo da experiência humana, ficou-me impressa a simpatia que se respirava na Sala do Congresso à espera do Papa... Era uma atmosfera realmente de festa. Inclusive pensando e sabendo que tipo de debates, de divisões e de tensões se realizam naquela sala, também neste período: o presidente da Câmara de Representantes do Congresso dos EUA renunciou no dia seguinte ao da visita do Papa, provavelmente devido a dificuldades da sua situação e de seu serviço. Porém, se via que todos os presentes estavam enormemente interessados e disponíveis a ouvir o que Papa  teria a dizer. Achei também muito emocionante o momento no Ground Zero, na cerimônia inter-religiosa, naquele lugar terrível de manifestação do mal e do ódio, o Papa pôde – de certo modo – dar uma mensagem que traz uma luz de esperança, justamente baseada no amor e na generosidade que acompanharam naqueles dias a terrível manifestação do mal, respondendo, ao invés, com um amor pronto ao sacrifício da vida generosamente para buscar salvar as vidas das pessoas atingidas, como todos os bombeiros e o pessoal da segurança. Certamente, o calor humano do encontro fica muito impresso na memória. Em particular, em Nova Iorque, esse entusiasmo se manifestou na Missa no Madison Square Garden, que sendo um ambiente fechado, mesmo sendo de grandes dimensões, se prestava muito a constituir aquela comunidade que se sentia unida em torno a seu pastor. Além disso, fiquei muito impressionado com o encontro com os detentos: num ambiente impressionante, em que toda a arquitetura expressa isolamento, fechamento, limite das possibilidades de expressão. Essa mensagem tão cordial, tão capaz de convidar a olhar para além e a olhar para a esperança que o Papa deu. Foi, particularmente, uma eficaz e profunda manifestação da proximidade aos últimos.” (RL)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Dublin sediará Encontro Mundial das Famílias em 2018

2015-09-28 Rádio Vaticana

Filadélfia (RV) -  Dublin, na Irlanda, sediará o próximo Encontro Mundial das Famílias, em 2018. O anúncio foi feito pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, ao final da celebração conclusiva do encontro da Filadélfia.
"Eu tenho a alegria em anunciar que o Santo Padre decidiu que o próximo Encontro Mundial das Famílias será Veja o anúncio
Antes do anúncio, o Arcebispo Vincenzo Paglia ressaltou que  neste encontro “vemos claramente a fraternidade entre todos, aqui compreendemos melhor a terra como casa comum, o empenho em abrir as portas a todos. Na família nunca se é estrangeiro, na família não se fecham nunca as portas aos filhos, mesmo quando se afastaram”. “O milagre destes dias – enfatizou – somos chamados a vivê-lo todos os dias, particularmente neste ano da misericórdia que está para ser aberto. Obrigado Santo Padre, por este grande dom!”.
O Presidente do Pontifício Conselho para a Família antecipou que em 27 de dezembro próximo, Festa da Sagrada Família de Nazaré, será celebrado em todas as dioceses o Jubileu das Famílias. “Abrir-se-ão para as famílias cristãs as portas das catedrais e dos santuários”. E em resposta aos apelos do Papa Francisco em favor dos refugiados, Dom Paglia afirmou, que “de nosso lado, deverão abrir-se as portas das casas das famílias em todas as partes do mundo onde existem refugiados para acolhê-los". “Os acolheremos também nós. As portas de nossas casas, as portas de nosso coração estarão abertas. É uma profecia que as famílias cristãs são chamadas a viver e a testemunhar”.
Cinco famílias de cinco grandes cidades de diferentes continentes receberam do Papa Francisco um Evangelho para levarem às periferias de suas cidades: Havana, Kinshasa, Marselha, Hanói e Sydnei, às quais foi acrescentada uma família da Síria, que "deixaram atrás de si as bombas. Mas não permanecerão aqui, voltarão a Damasco para levar o Evangelho para que cure as feridas, conforte na dor e leve esperança". Uma coleta será destinada às vítimas do conflito na Síria. (JE)
(from Vatican Radio)realizado em 2018 em Dublin, Irlanda".
Fonte: News.VA

No voo de regresso dos Estados Unidos o Papa traça um primeiro balanço da viagem - Todos os muros desabam

2015-09-28 L’Osservatore Romano
A calorosa hospitalidade recebida nos EUA, os desafios da Igreja naquela Nação, a vergonha pelos abusos sexuais cometidos por alguns sacerdotes, o processo de paz na Colômbia, a crise migratória, os processos matrimoniais, a objecção de consciência, a China, as religiosas norte-americanas e as mulheres na Igreja, o poder do Papa: foram estes os principais pontos da conferência de imprensa de Francisco que, durante o voo de regresso de Filadélfia — onde a 27 de Setembro, com a missa de encerramento do encontro mundial das famílias, terminou a viagem papal — respondeu por mais de 45 minutos a uma dúzia de perguntas.
O Pontífice disse que ficou surpreendido pela hospitalidade recebida que, embora tenha sido diferente nas três cidades visitadas nos Eua, foi muito calorosa. E acrescentou que ficou impressionado também com as celebrações litúrgicas e com a oração dos fiéis. O desafio da Igreja, disse, consiste em continuar a permanecer ao lado deste povo, acompanhando-o tanto na alegria como nas dificuldades. E isto deve realizar-se, permanecendo ao lado das pessoas.
Sobre os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, o Papa disse que falou diante de todos os bispos do país, porque sentiu a necessidade de expressar compaixão pelo que aconteceu: algo muito desagradável, pelo que muitos pastores autênticos sofreram. Sem dúvida, os abusos existem em toda a parte, disse, mas quando quem os comete é um sacerdote, isto é gravíssimo, porque é uma traição da vocação presbiteral, que consiste também em fazer crescer o amor de Deus e, ao mesmo tempo, a maturidade afetiva dos jovens.
Quanto ao processo de paz na Colômbia, o Pontífice afirmou que recebeu com alívio a notícia, e que se sentiu partícipe desta aproximação entre o Governo e as Farc.
Sobre a imigração, ao contrário, Francisco frisou que hoje estamos diante de uma crise que deriva de um processo de longo período, porque a guerra da qual as pessoas fogem se combate há anos. Além disso, há a fome, que leva as pessoas a migrar. A África, disse ainda, é o continente explorado: primeiro a escravidão, depois os grandes recursos, e agora as guerras tribais, que escondem interesses económicos. Mas em vez de explorar, seria necessário investir, para evitar esta crise.
O Papa falou também das barreiras que são levantadas nalgumas regiões da Europa, afirmando que mais cedo ou mais tarde os muros desabam, e que contudo não são uma solução.
No que se refere à questão da nulidade matrimonial, o Pontífice reiterou que na reforma dos processos foi fechada a porta da via administrativa, através da qual podia entrar aquilo que alguém definiu «divórcio católico», e que a simplificação dos procedimentos já foi pedida pelos padres sinodais no ano passado. O matrimónio é um sacramento indissolúvel, e isto a Igreja não pode mudar. Os processos servem para provar que o que parecia sacramento não era tal. Além disso, há questões ligadas às segundas núpcias e à comunhão aos divorciados recasados que no entanto, disse o Papa, não são as únicas que serão enfrentadas no iminente Sínodo.
Falou-se inclusive de objecção de consciência, e Francisco afirmou qeu se trata de um direito, faz parte dos direitos humanos e é válida para todas as pessoas, portanto também quando se trata de um funcionário público. Negá-la significa negar um direito.
Depois, o Papa falou sobre a China, ressaltando que é uma grande Nação, portadora de uma imensa cultura. E afirmou que gostaria muito de visitar aquele país, acrescentando que ter uma Nação amiga como a China, com tantas possibilidades da fazer o bem, seria uma alegria.
Voltando a discorrer sobre questões americanas, o Pontífice disse que as religiosas são muito amadas nos Eua porque fizeram maravilhas nos campos da educação e da saúde. E reiterou que na Igreja as mulheres são mais importantes do que os homens, contudo realçando que há um pouco de atraso em matéria de teologia da mulher.
Quando lhe fizeram notar que nos Eua ele se tornou uma star, Francisco recordou que o título de um Papa é «servo dos servos de Deus». Os mass media usam o termo star, mas há outra verdade. Demasiadas estrelas apagaram-se. Ao contrário, frisou, ser servo dos servos de Deus não passa.
Enfim, respondendo a uma pergunta sobre a presença do presidente da câmara municipal de Roma, Ignazio Marino, na missa conclusiva do encontro mundial das famílias, o Papa desmentiu categoricamente que houve um convite da sua parte ou da parte dos organizadores.
Fonte: News.VA