terça-feira, 1 de setembro de 2015

No Rio, Cardeal Turkson afirma que paz exige conversão

2015-09-01 Rádio Vaticana


Rio de Janeiro (RV) – O Cardeal Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Peter Turkson, defendeu na manhã desta terça-feira (1º/9), durante o Simpósio Internacional “Promoção da cultura da paz num mundo em conflito”, em andamento no Rio de Janeiro, cinco elementos essenciais para se construir uma sociedade mais justa e pacífica: discernimento e realidade; visão do todo; confiança e paciência; a cultura da paz e o compromisso com o diálogo.
Ao afirmar que a “paz tem uma irmã e ela se chama justiça”, o Cardeal Turkson destacou que “os promotores da paz tendem a emergir de situações de sofrimento, não dos ambientes acadêmicos”.
Sinais dos tempos
Contudo, neste contexto, destacou que, para que os oprimidos não se tornem opressores, é preciso recordar que o “compromisso com a justiça e a não-violência está intrinsicamente conectado à conversão”.
Sobre o discernimento para promover as mudanças necessárias para o futuro, o Cardeal afirmou que ler os sinais dos tempos não é algo que acontece automaticamente, é preciso aprender e praticar.
“Sinais genuínos são resultado do passado com todos seus erros e esforços e provêm a base e os desafios para aquilo que devemos fazer para construir o hoje de acordo com uma visão de futuro”, afirmou.
Cultura da Paz
Ao abordar o tema da visão do todo, o cardeal ganês refletiu sobre o egoísmo que impede reconhecer no outro um semelhante. “Indivíduos que se refutam a mudar contribuem para sociedades injustas e conflituosas”, disse, e acrescentou: “Uma cultura da paz é desenvolvida por aqueles que praticam a paz em sua vida diária. Não pode existir justiça entre os homens se não há justiça para com Deus”.
O Cardeal afirmou ainda que é preciso confiança e paciência para construir a cultura da paz uma vez que esta somente acontece quando todos trabalham unidos. “Por isso, a unidade – uma diversificada e altruísta unidade – pacientemente prevalece sobre o conflito”. A chave para unir na diversidade, concluiu o Cardeal Turkson, é um forte compromisso com o diálogo. (RB)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Francisco participa ao vivo de programa de TV nos EUA

2015-09-01 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco participou, ao vivo direto do Vaticano, nesta segunda-feira (31/8), de um programa de TV nos EUA. Via satélite, Francisco conversou com plateias que estavam conectadas em três cidades diferentes: Los Angeles, Chicago e McAllen, no Texas – cidades que o Papa não vai visitar.

A presença do Papa em uma das redes de maior audiência dos EUA permitiu que a mensagem do Pontífice chegasse ao País que vai recebê-lo, a partir de 22 de setembro, em Washington, Nova Iorque e Filadélfia.
O Papa saudou toda a comunidade católica e a população dos Estados Unidos e pode conversar com uma mãe solteira, um jovem da periferia, uma religiosa e uma menina vítima de bullying.
Valerie Herrera, 17 anos, estudante de Chicago, chorou enquanto contava ao Papa ter sido vítima de bullying  por causa de uma doença de pele e que encontrou na música um refúgio.
O Papa então disse, em inglês, que gostaria de ouvi-la cantar. Quando ela hesitou, Francisco incentivou: “seja corajosa”. Valerie então cantou “Por ti, Maria”, em espanhol.
O Papa finalizou sua participação no programa televisivo com estas palavras: “Rezo por todos nos EUA e peço que vocês rezem por mim”.
Clique para assistir a participação do Pontífice. A íntegra irá ao ar na sexta-feira, dia 4. (RB)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa aos jovens de Angola: sede testemunhas do Evangelho

2015-09-01 Rádio Vaticana

Testemunhar a mensagem do Evangelho e tornar-se semeadores de esperança e amor: é o convite do Papa Francisco aos jovens angolanos que nos últimos dias estiveram reunidos em Huambo para a primeira Jornada Nacional da juventude católica. O evento realizou-se de 26 a 30 de agosto e foi organizado pela Conferência Episcopal de Ango,a e São Tomé (CEAST), e teve como tema "Jovens sede testemunhas do amor de Cristo". Foram cerca de três mil os participantes, para quem o Papa enviou uma saudação por meio de uma mensagem assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.
No documento, os jovens são convidados a reacender no nosso coração "a chama do amor de Cristo" e a "demonstrar a sua força na transformação da sociedade", "empenhando-se com determinação, a fim de construir uma sociedade mais acolhedora, justa e fraterna". Ao mesmo tempo, a mensagem papal exorta os jovens a "um renovado empenho na promoção dos verdadeiros valores humanos, morais e espirituais que inspiram os indivíduos, as famílias e a sociedade angolana na busca do bem comum, enraizado na concórdia, na justiça e no respeitando dos direitos da pessoa humana". Por fim, o Papa Francisco concede a todos os jovens participantes na Jornada a sua bênção apostólica.
Por seu lado, o secretário nacional da Pastoral Juvenil da CEAST, padre Armando Alberto Pinho, salientou que a Jornada "um encontro de fé com Deus", teve como objectivo promover vocações à vida sacerdotal e religiosa, encorajando os jovens também ao diálogo na Igreja e outras realidades sociais.

A seguir, o texto integral da mensagem do Papa assinada pelo Cardeal Secretário do Estado, Pietro Parolin:
O Papa Francisco apreciou vivamente a mensagem amiga que lhe chegou da juventude angolana e santomense reunida no Huambo e pede que lhes faça saber que faz Suas, como voto bem sincero, as palavras do lema que aí os congrega: «Reacender em cada jovem a chama do amor de Cristo», pois Ele há-de sempre ser a força da vossa força jovem, «e demonstrar a força da juventude na transformação da sociedade», num decidido compromisso cristão para darem testemunho da mensagem evangélica e fazerem-se semeadores de esperança e amor a fim de se construir uma sociedade mais acolhedora, justa e fraterna. Ao mesmo tempo, anima a todos a um renovado empenho na promoção dos verdadeiros valores humanos, morais e espirituais que inspirem os indivíduos, as famílias, e a sociedade angolana e santomense na busca do bem comum enraizado na concórdia, na justiça e no respeito dos direitos da pessoa humana. Com votos que partem do seu afecto cordial de Pai Comum para com os jovens e da sua oração a Cristo, o Amigo dos jovens, o Santo Padre retribui as saudações e envia aos jovens participantes nas Primeiras Jornadas Nacionais da Juventude e extensiva aos organizadores e familiares, a Bênção Apostólica.
Do Vaticano 29 de Agosto de 2015

† Pietro Cardeal Parolin
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Dia de Oração pelo Cuidado da Criação: Papa preside liturgia da Palavra

2015-09-01 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - “Ninguém pode seriamente servir à causa da salvaguarda da criação se não tiver a coragem de ser contrário ao acúmulo de riquezas exageradas nas mãos de poucos e à tirania do dinheiro.”
Foi o que disse o pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa, na liturgia da Palavra presidida pelo Papa Francisco, na Basílica Vaticana, na tarde desta terça-feira, 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
Citando uma passagem do Gênesis (1, 28) que traz o relato da criação, o religioso franciscano explicou em que sentido se expressa o domínio do homem sobre a criação, fruto de forte crítica em tempos recentes, ressaltando crer que tal crítica parta do fato de se interpretar palavras da Bíblia à luz de categorias seculares alheias à Sagrada Escritura.
Frei Catalamessa explicou que o termo “dominai” não tem no texto sagrado o significado que a palavra tem fora da Bíblia, ressaltando um paralelismo evidente: “como Deus é o dominus do homem, assim o homem deve ser o dominus do restante da criação, ou seja, responsável por ela e seu custódio”.
A fé num Deus criador e no homem feito à imagem de Deus não é, portanto, uma ameaça, mas, sobretudo, uma garantia para a criação, e a mais forte de todas, ressaltou o pregador da Casa Pontifícia.
Esta fé nos diz que “o homem não é dono absoluto das outras criaturas; deve prestar conta daquilo que recebeu. A parábola dos talentos tem aí sua aplicação primordial: a terra é o talento que todos, juntos, recebemos, e do qual devemos prestar conta”.
Objetando, ainda, à referida crítica, o frade capuchinho disse que a prova de que não é a visão bíblica a favorecer a prevaricação do homem sobre a criação está no fato que “o mapa da poluição não coincide com o da difusão da religião bíblica ou de outras religiões, mas, sim, com o de uma industrialização selvagem, voltada unicamente para o lucro, e com o da corrupção que cala a boca de todos os protestos e resiste a todos os poderes”.
O pregador da Casa Pontifícia evidenciou que junto à afirmação de que homens e coisas proveem de um único princípio, a narração bíblica apresenta uma hierarquia de importância.
Essa hierarquia é violada, por exemplo, “quando se faz gastos exorbitantes com animais (não animais em perigo de extinção!), enquanto diante dos próprios olhos, se deixa morrer de fome e de doenças milhões de crianças”, frisou.
Referindo-se ao trecho evangélico proposto na liturgia, Frei Cantalamessa afirmou que devemos nos preocupar não com o nosso amanhã, mas daqueles que virão depois de nós. Não devemos nos perguntar: “O que comeremos? O que beberemos? O que iremos vestir?” Mas: “O que comerão? O que beberão? O que irão vestir nossos filhos, os futuros habitantes deste planeta?”
Referindo-se ao episódio da multiplicação dos pães – no qual depois se recolhe o que sobrou para que nada se perca (Jo 6, 12) –, ressaltou a necessidade de se evitar o desperdício, sobretudo no campo alimentar. Evocando a encíclica “Laudato si” do Papa Francisco, citou a passagem “Não podeis servir a Deus e à riqueza”, para em seguida afirmar:
“Ninguém pode seriamente servir à causa da salvaguarda da criação se não tiver a coragem de ser contrário ao acúmulo de riquezas exageradas nas mãos de poucos e à tirania do dinheiro.”
Esclarecendo que Jesus jamais condenou a riqueza em si, ressaltou:
“O que Jesus condena é a riqueza desonesta (Lc 16, 9), a riqueza acumulada em detrimento do próximo, fruto de corrupção e especulação, a riqueza surda às necessidades do pobre: por exemplo, a riqueza do rico epulão da parábola, que hoje não se refere a um indivíduo, mas A um inteiro hemisfério.”
Em seguida, o pregador da Casa Pontifícia tomou o exemplo de São Francisco de Assis, com o seu cântico das criaturas, que o Papa Francisco, com feliz intuição, escolheu como moldura espiritual para sua encíclica.
“São Francisco é a prova viva da contribuição que a fé em Deus pode dar para o esforço comum pela salvaguarda da criação. O seu amor pelas criaturas é uma consequência direta de sua fé na paternidade universal de Deus”, afirmou.
Por fim, citou um slogan dos nossos dias, “Pense globalmente, mas aja localmente”. A salvaguarda da criação, como a paz, se faz, diria nosso Santo Padre Francisco, “artesanalmente”, começando por nós mesmos. “A paz começa por ti, repete-se comumente nas mensagens para o Dia Mundial da Paz; também a salvaguarda da criação começa por ti”, destacou Frei Cantalamessa. (RL)
Ouça clicando acima
Fonte: News.VA

Papa: Jubileu seja experiência genuína de misericórdia para todos

2015-09-01 Rádio Vaticana

O Papa Francisco enviou, nesta terça-feira, dia 1 de setembro, uma carta ao Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, responsável pela organização do Jubileu da Misericórdia, na qual descreve as diversas formas em que será possível obter indulgências durante o Ano Santo, entre 8 de dezembro deste ano até 20 de novembro de 2016.
Entre as novidades, o Papa concede a todos os sacerdotes a faculdade de absolver o pecado do aborto e a confirma da validação do Sacramento da Confissão realizado por sacerdotes da Fraternidade São Pio X.
A mensagem traz as reflexões sobre alguns pontos que o Papa considera importantes para que a celebração do Ano Santo seja “um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus”.
“Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, que vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido”, refletiu o Pontífice.
Peregrinação
Para viver e obter a indulgência, os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão.
“Estabeleço, igualmente, que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia”, recordou o Papa.
“Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro”, acrescentou Francisco.
Enfermos
Sobre aqueles que, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa, o Papa garantiu:
É preciso “viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive por meio dos vários meios de comunicação – que será para eles o modo de obter a indulgência jubilar”, afirmou o Papa.
Presos
O pensamento de Francisco dirige-se também aos encarcerados:
“O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto”, destacou o Pontífice.
E fez um pedido: “A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão”.
O Papa destacou ainda que os presos “poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade”.
Misericórdia
Ao recordar o seu pedido para que “a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais”, o Papa recordou que a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou”.
“Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá, sem dúvida, a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade”.
Falecidos
O Papa explicou ainda que a indulgência jubilar poderá ser obtida também para quantos faleceram.
“A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim”.
Remetendo ao seu magistério apresentado na Encíclica Laudato si, Francisco recordou que um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida: “uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida”.
Aborto
Neste contexto caótico, Francisco afirmou que “o drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer”.
O Papa dedicou atenção especial às mulheres que recorreram ao aborto. “Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa”.
O que aconteceu é profundamente injusto – sublinhou o Papa – “contudo somente a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai”.
Absolvição do pecado do aborto
Também por este motivo – destacou o Pontífice – “decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”.
Ao estender a absolvição do aborto a todos os sacerdotes, o Papa recomendou: “os sacerdotes devem se preparar para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença”.
Fraternidade São Pio X
Nas suas últimas considerações, o Papa dirigiu um pensamento aos fiéis que “por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X”.
“Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém”, – assegurou o Pontífice. “De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua”, explicou.
“Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade”, auspiciou Francisco.
“Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
O Papa encerrou a sua mensagem “confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua proteção a preparação deste Jubileu Extraordinário”. (BS/RB)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Papa: confortem-se uns aos outros com obras e palavras boas

2015-09-01 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A esperança do encontro final com Cristo é reforçada entre os cristãos graças ao “consolo” mútuo em Jesus, feito de “boas obras e boas palavras” e não de “fofocas”. Foi o que afirmou o Papa durante a homilia matutina na Casa Santa Marta, cuja celebração foi retomada nesta terça-feira (1º/9), após a pausa do verão europeu.
O Papa iniciou a reflexão a partir do trecho da carta de São Paulo que fala sobre o comportamento da antiga comunidade de Tessalônica. Uma comunidade “inquieta”, que se questionava e perguntava ao Apóstolo o “como” e o “quando” do retorno de Cristo, qual o destino dos mortos e à qual era preciso dizer: “Quem não trabalha, não come”.
Fofocas não confortam
São Paulo, observou o Papa, afirma que o “dia do Senhor” chegará improvisamente “como um ladrão”, mas acrescentou que Jesus trará a salvação a quem acredita n’Ele. E conclui: “Consolem-se mutuamente e ajudem-se uns aos outros”. E “é justamente a consolação – reitera o Papa – que dá esperança”:
“Este é o conselho: ‘consolem-se’. Consolem-se mutuamente. Falar disso: mas eu me pergunto: nós falamos disso, que o Senhor virá, que nós o encontraremos? Ou falamos de tantas coisas, também de teologias, de coisas de Igreja, eh?, de padres, de irmãs, de monsenhores, tudo isso? E o nosso consolo, é esta esperança? ‘Consolem-se mutuamente’. Consolem-se em comunidade. Nas nossas comunidades, nas nossas paróquias, se fala disso, que estamos à espera do Senhor que virá, ou se fofoca disso, daquele, daquela, para passar um pouco o tempo e não se aborrecer muito?
O julgamento e o abraço
No salmo responsorial, acrescenta Francisco, “repetimos: ‘Estou certo de contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos”. Mas você, - pergunta o Papa - tem a certeza de contemplar o Senhor?”. O exemplo a seguir é o de Jó, que, apesar de suas desventuras afirmava decidido: “Eu sei que Deus está vivo e vou vê-lo, e vou vê-lo com estes olhos”.
“É verdade, Ele virá para julgar e quando vamos à Sistina vemos a bonita cena do Juízo Final: é verdade. Mas pensemos também que ele virá me ver para que eu O veja com meus próprios olhos, O abrace e esteja sempre com Ele. Esta é a esperança que o Apóstolo Pedro nos diz para explicar com a nossa vida aos outros, para dar testemunho da esperança. Este é o verdadeiro conforto, esta é a verdadeira certeza: “Tenho a certeza de contemplar a bondade do Senhor’”.
O conforto de boas palavras e obras
Como São Paulo aos cristãos de ontem, o Papa Francisco recorda o conselho para aqueles da Igreja contemporânea: “confortem-se uns aos outros com as boas obras e se ajudem uns aos outros. E assim vamos para frente”:
“Peçamos ao Senhor esta graça: que a semente de esperança que semeou em nossos corações cresça, cresça até o encontro final com Ele. “Estou certo de que eu verei o Senhor’. ‘Estou certo de que o Senhor vive’'. ‘Estou certo de que o Senhor virá a encontrar-me’: e este é o horizonte de nossas vidas. Peçamos ao Senhor esta graça e nos confortemos uns aos outros com as boas ações e as boas palavras, neste caminho”. (RB-SP)
Fonte: News.VA

Papa concede a todos sacerdotes faculdade de absolver o pecado do aborto

2015-09-01 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou, nesta terça-feira (1º/9), uma carta ao Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, responsável pela organização do Jubileu da Misericórdia, na qual descreve as diversas formas em que será possível obter indulgências durante o Ano Santo, entre 8 de dezembro deste ano até 20 de novembro de 2016
Entre as novidades, o Papa concede a todos os sacerdotes a faculdade de absolver o pecado do aborto e a confirma a validação do Sacramento da Confissão realizado por sacerdotes da Fraternidade São Pio X.
A mensagem traz as reflexões sobre alguns pontos que o Papa considera importantes para que a celebração do Ano Santo seja “um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus”.
“Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, que vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido”, refletiu o Pontífice.
Peregrinação
Para viver e obter a indulgência, os fieis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão.
“Estabeleço, igualmente, que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia”, recordou o Papa.
“Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro”, acrescentou Francisco.
Enfermos
Sobre aqueles que, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa, o Papa garantiu:
É preciso “viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive por meio dos vários meios de comunicação – que será para eles o modo de obter a indulgência jubilar”, afirmou o Papa.
Presos
O pensamento de Francisco dirige-se também aos encarcerados.
“O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande anistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto”, destacou o Pontífice.
E fez um pedido: “A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão”.
O Papa destacou ainda que os presos “poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também  transformar as grades em experiência de liberdade”.
Misericórdia
Ao recordar seu pedido para que “a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais”, o Papa recordou que a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou”.
“Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá, sem dúvida, a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade”.
Falecidos
O Papa explicou ainda que a indulgência jubilar poderá ser obtida também para quantos faleceram.
“A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim”.
Remetendo ao seu magistério apresentado na Encíclica Laudato si, Francisco recordou que um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida: “uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida”.
Aborto
Nesse contexto caótico, Francisco afirmou que “o drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto  semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer”.
O Papa dedicou atenção especial às mulheres que recorreram ao aborto. “Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa”.
O que aconteceu é profundamente injusto – sublinhou o Papa –  “contudo somente a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai”.
Absolvição do pecado do aborto
Também por este motivo – destacou o Pontífice – “decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”.
Ao estender a absolvição do aborto a todos os sacerdotes, o Papa recomendou: “os sacerdotes devem se preparar para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença”.
Fraternidade São Pio X
Em suas últimas considerações, o Papa dirigiu um pensamento aos fieis que “por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X”.
“Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém”, – assegurou o Pontífice. “De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua”, explicou.
“Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade”, auspiciou Francisco.
“Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fieis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
O Papa encerrou sua mensagem “confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua proteção a preparação deste Jubileu Extraordinário”. (RB)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA