terça-feira, 1 de setembro de 2015

Por que vemos a solidão como algo negativo?




Quando falamos sobre a solidão, logo nos deparamos com pensamentos negativos. Estar sozinho é sinônimo de mediocridade. As pessoas veem a solidão como algo completamente catastrófico. Afinal, ninguém gosta da ideia de passar uma vida sozinha (o), não é mesmo?

Sempre buscamos estar em companhia do outro, seja ele um namorado, amigo ou alguma pessoa de nosso convívio.
Sempre escuto pessoas dizendo: “E agora, o que será da minha vida sem ele (a)?”; “Sem você minha vida não tem sentido!” (Antes de conhecê-lo (a) a sua vida também não tinha sentido então?). Quem nunca soltou essa: “Se você não for, eu não vou!”.

São frases como essas que me levaram a observar, juntamente com o relato e a experiência de alguns atendimentos, algumas conclusões. São elas:

JULGAMENTO:

Ter medo do que o outro vai pensar ao me ver sozinho (a). Não posso estar sozinho, o que vão pensar de mim? Que não tenho ninguém? (Mas qual o problema de não ter alguém?).

ENFRAQUECIMENTO DOS LAÇOS AFETIVOS:

Uma pessoa com laços familiares afetivos enfraquecidos, principalmente na infância (pai/mãe ou figura paterna-materna que a represente), pode adquirir a necessidade de ter uma figura que lhe preencha esse “vazio”.

EXPERIÊNCIAS NEGATIVAS:

Pessoas que vivenciam ou vivenciaram experiências negativas podem ter o que a psicologia cognitiva comportamental chama de “crenças centrais” negativas, ou seja, criar a sua própria visão das coisas como forma negativa e distorcida da realidade, desenvolvendo interpretações errôneas sobre vários aspectos da vida, fazendo com que se sintam inseguras, incapazes de fazer algo sozinhas, e outros sentimentos negativos que as fazem ter a necessidade da reafirmação do outro.

APARÊNCIA E STATUS:

É muito comum, principalmente em redes sociais como o facebook, encontrar o “status de relacionamento sério” no perfil. Diariamente pessoas postam fotos aparentemente “felizes” (será que estão felizes mesmo?). Tudo isso para “mostrar para o outro” ou passar a imagem de uma pessoa que não está sozinha. Claro que não podemos generalizar. Realmente existem pessoas que fazem isso e que são muito felizes, e que não fazem isso somente para passar uma imagem positiva para alguém. Mas esse tipo de comportamento nada assertivo, dito anteriormente, é muito mais comum do que imaginamos.

PRESSÃO DA SOCIEDADE:

Sabemos que, desde a antiguidade, a mulher tem o papel de “procriadora”. Enquanto o homem trabalhava, a mulher ficava em casa cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos (o que mudou muito desde a atualidade). Sabemos que antigamente a pressão era enorme para que a mulher se casasse e tivesse filhos. Os paradigmas nesse sentido diminuíram muito, porém, existem aquelas pessoas que se sentem pressionadas, muitas vezes, pelos próprios membros da família para que se casem. Não só para as mulheres, mas para os homens também, isso mesmo!

Não podemos ignorar o fato de que esses pensamentos ainda se refletem em nossa sociedade. Sabe quando você vai a uma festa e aquela tia te pergunta se já está namorando? Sabemos muito bem não é? Esse é um bom exemplo.
Não estou dizendo que estar sozinho (a) não é ruim, todos precisamos uns dos outros, mas gostaria de colocar a solidão não somente como algo negativo.

Existem sim pessoas que vivem sozinhas e são felizes. Estar só não significa que você seja solitário. Como já dizia Jean-Paul Sartre: “Se você sente tédio quando está sozinho, é porque está em péssima companhia.”

Se você está na lista dos que se sentem sozinhos, não se sinta mal por isso. Aproveite para realizar aquele sonho. Invista em sua carreira, vá viajar, faça uma caminhada, cuide do seu corpo e principalmente da sua mente. É preciso cuidar da causa, para que assim possamos driblar nossas maiores angústias e conseguirmos viver bem com a nossa melhor companhia: nós mesmos! 



Psiconlinews
Fonte: Catequese Católica

Qual dos dois vencerá?


Um dia, o pai conseguiu convencê-lo a ir conversar com o avô, que era um homem sensato, carregado de experiência e sabedoria, e muito respeitado pelo neto. O moço concordou e foi.
O pai telefonou ao seu pai, pedindo que desse uns conselhos para o neto.
Quando ele chegou, os avós o receberam muito bem. Depois, o avô o chamou à parte e disse:
“Todos nós temos dentro de nós dois lobos, que estão sempre lutando entre si. Um deles é mau, agressivo, violento e bravo. Vive ameaçando e mostrando os dentes. O outro é bom, calmo, pacífico, dócil e amigo.”
O neto perguntou: “E qual deles vai vencer a luta?” O velho respondeu: “Vai vencer aquele ao qual você der mais ração. Porque assim ele fica mais forte e vence o outro. Portanto, depende de você”.
“Decidi. Vou dar mais ração para o lobo bom”, concluiu o neto.
Em seguida, o avô falou sobre os diversos alimentos, intelectuais, morais e religiosos.
Por isso nunca alimente em seu ser a raiva, ódio, inveja,  mentiras e tantos outros sentimentos ruins que só levam ao sofrimento e pecado.
Contos para catequese por: Pe Queiroz
Fonte: Catequese Católica

Santo do Dia - Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobre

Santa Beatriz
Obediência, pobreza, assistência aos pobres, oração e recolhimento, foi o exemplo que Santa Beatriz da Silva e Meneses deixou

Beatriz nasceu no Século XV em Ceuta, ao norte da África, cidade que nessa época se encontrava sob o domínio da coroa de Portugal. Nasceu portuguesa, portanto. Seu pai foi governador de Ceuta. Ainda pequena mudou-se para Portugal com sua família, que cultivou na menina uma profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Aos vinte anos de idade foi enviada para a Espanha como dama de honra de D. Isabel, neta de D. João I, que tornou-se esposa do rei João II de Castela, onde começou seu calvário.
Beatriz era muito bonita, e a rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, fechou Beatriz em um caixão durante dias, a fim de que morresse asfixiada, mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou.
Como gesto concreto de agradecimento Santa Beatriz aceitou sua vocação para a vida religiosa, e logo em seguida partiu a Toledo, onde se recolheu no mosteiro das Dominicanas (ramo feminino da Ordem de São Domingos de Gusmão), cujas religiosas viviam sob a regra cisterniense, onde viveu cerca de 30 anos.
Mas Deus a tinha predestinado para uma obra maior: fundar uma Ordem de estrita clausura numa vida contemplativa na oração, penitência e trabalho.
Santa Beatriz da Silva deixou o mosteiro dominicano e foi habitar numa nova sede que veio a ser o berço das monjas concepcionistas. Essa Ordem está caracterizada por três heranças espirituais de Santa Beatriz: o amor à Maria Imaculada, a Paixão de Jesus Cristo e a Santíssima Eucaristia.
Santa Beatriz faleceu a 09 de agosto de 1490 com 66 anos de idade. No momento de sua morte, seu rosto fora visto transfigurado por uma grande claridade e uma estrela resplandecente sobre sua cabeça até ela expirar.
Beatificada em 1926 pelo Papa Pio XI, sua canonização ocorreu no dia 03 de Outubro de 1976 por Paulo VI.
Santa Beatriz, rogai por nós!

Liturgia Diária- 22ª Semana Comum - Terça-feira 01/09/2015- - Primeira Leitura (1Ts 5,1-6.9-11)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
1Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. 2Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. 3Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar.
4Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios.
9Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto dele.11Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje (Sl 26)

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.
R- Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

1- O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
2- Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
3- Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Compreendendo e Refletindo

Precisamos nos submeter à autoridade de Jesus para que Ele purifique o nosso coração, a fim de que mande para longe de nós toda ação do maligno!
“Cala-te, e sai deste homem!” (Lucas 4,35).
Nós, hoje, estamos refletindo a autoridade que Jesus tem sobre os demônios e os espíritos malignos. A autoridade d’Ele, que vem do Pai, age no poder do Espírito e é cada vez mais reconhecida pelo povo, sobretudo, porque não é humana, mas uma autoridade de vida. Ele vive o que prega, aquilo que crê; Ele é revestido da graça do Alto.
Quando vivemos uma vida coerente, quando vivemos uma vida em Deus, os demônios não têm poder sobre nós, pois eles não se misturam àquilo que é puro, justo e correto.
Quem de nós vive cem por cento puro ou íntegro? Todos nós podemos nos esforçar para viver uma vida de pureza e integridade nos pensamentos e sentimentos, na vontade e, mais ainda, submetermo-nos à autoridade de Jesus, porque Ele tem poder sobre os espíritos impuros. 
Os demônios são espíritos malignos que estão aí para oprimir a humanidade, oprimir os corações e semear confusão no meio de nós. Muitas vezes, chegamos numa casa onde as coisas estão perdidas, perniciosas, parece que tudo está azedo e amargo. Precisamos invocar a autoridade de Jesus sobre essa casa, sobre esse lugar e essa família.
Quando olhamos para nossa própria vida, não é que estejamos possessos pelo demônio e ele esteja reinando em nós; não que nos contaminamos, muitas vezes, por aquilo que os demônios semeiam nos ares, mas vivemos rodeados de pessoas e de situações diante das quais, muitas vezes, há maledicência, fofocas e conversas inconvenientes. Quantos de nós deixamos essas coisas entrar em nossos ouvidos e tudo vai para a nossa cabeça e nosso coração? São coisas que só nos fazem mal! Isso nos oprime por dentro e por fora!
Precisamos nos submeter à autoridade de Jesus, para que Ele purifique o nosso coração, para que mande para longe de nós toda a ação do maligno.
Não podemos deixar os demônios falarem em nós e por meio de nós; precisamos dizer o que Jesus disse e fazer o que Ele fez: “Silêncio! Cala-te!”. Quando a confusão, o ressentimento, o ódio e a inverdade começam a tomar força em nosso meio, precisamos ser revestidos por essa força do Alto e não permitir que o maligno ajam em nós, porque maior é o Deus a quem servimos!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo- Canção Nova

Evangelho (Lc 4,31-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!”
35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.