terça-feira, 2 de junho de 2015

Pastoral da Pessoa Idosa: divulgar tratamento da estenose aórtica

 2015-06-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - “Jovens Corações” é o nome da campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), que conta com a participação da Pastoral da Pessoa Idosa, estabelecida na última assembleia nacional da Pastoral, de 21 a 24 de maio passado.
O objetivo da campanha é capacitar os líderes a fim de que possam identificar precocemente os casos de estenose aórtica nos idosos.
“A Pastoral da Pessoa Idosa aceitou esse desafio porque está em contato direto com os idosos e suas famílias. Essa é mais uma ação que pode proporcionar uma melhor qualidade de vida para os idosos acompanhados que apresentam os sintomas da doença”, disse a coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, Irmã Terezinha Tortelli.
Os médicos Marcelo Queiroga e Deborah Nercolini, idealizadores do projeto, procuraram a Pastoral da Pessoa Idosa, através da CNBB, porque os líderes tem a acesso direto aos idosos, ouvem as queixas e podem ajudar a identificar os sintomas e encaminhar para a busca de tratamento.
Entrevistado pela Pastoral da Pessoa Idosa, Dr. Marcelo Queiroga, Diretor de Avaliação de Tecnologias em Saúde e Diretor do Serviço de Cateterismo Cardíaco do Hospital Unimed de João Pessoa (PB) explica o que é a Estenose Aórtica. (MJ/Pastoral da Pessoa Idosa)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

CNBB apresenta subsídio sobre as Desigualdades Sociais no Brasil

Foi publicado o segundo volume do subsídio “Pensando o Brasil”. O texto, aprovado na 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada no mês de abril, em Aparecida (SP), trata das desigualdades sociais no Brasil e é uma contribuição para análise e busca de respostas sobre o tema.
À luz do Evangelho, o subsídio aborda situações como a crescente violência na sociedade brasileira e a corrupção considerada endêmica e que aumenta a desigualdade.“Somos sempre convidados a pesquisar e a refletir sobre as relações e as situações concretas vividas pelas filhas e pelos filhos de Deus”, afirma o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
A publicação, disponível nas Edições CNBB, está dividida em três partes. A primeira fala da desigualdade estruturante da sociedade brasileira. Neste trecho são apresentados elementos da realidade do país, como o limite das políticas públicas, a concentração econômica e financeira, o mecanismo da dívida pública com a taxa básica de juros, a inclusão de parte da população no mercado de consumo sem reformas estruturais e as Políticas de Direitos Sociais.
A segunda parte do texto é dedicada ao olhar da Igreja sobre a desigualdade social e a última mostra o desejo do episcopado brasileiro de buscar novos caminhos de convivência. “Estamos necessitados de um novo horizonte que priorize a vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns”, considera o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. 
“A desigualdade será sempre menor, na medida em que a justiça, novo nome da paz, conduzir os passos de todas as pessoas, especialmente dos que têm a responsabilidade do poder público”, afirma o bispo.
Pensando o Brasil
A série Pensando o Brasil é um olhar do episcopado brasileiro acerca de temas da realidade do Brasil. No ano passado, a 52ª Assembleia Geral da CNBB aprovou o volume 1 do subsídio, que tratou dos “Desafios diante das eleições 2014”, com indicações para o pleito eleitoral que estava em curso.
Fonte: CNBB

Espírito Santo

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)


"Vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, enchei de graça divina, os corações que criastes...
Por ti conhecemos o Pai, e conhecemos também o Filho, porque de ambos procedeis, o cremos firmemente."
A Igreja, em distintas ocasiões, canta esse hino suplicando a força do Espírito de Deus. Força essa necessária nos espaços de estudo, prece e diálogo; força necessária nas escolhas, decisões, encaminhamentos.

"Vem, Espírito Santo". O Espírito de Deus sempre vem! Ele já estava presente nas origens. Ele continua presente na história e acompanha toda a obra da criação e da redenção. É por isso que a comunidade de fé, desde sempre, sabe-se sustentada pela sua presença. Tal certeza é repercussão das palavras de Jesus: "Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará um outro defensor, que ficará para sempre convosco: o Espírito da Verdade". (Jo 14, 16-7).
O Espírito Santo de Deus é luz a orientar nossos passos; é guia em nossas decisões; é consolador nas intempéries da vida; é pai dos pobres, doador de dons, luz dos corações. Assim, pode-se perceber que o Espírito Santo é ânimo e resistência; concede persistência e horizontes; consola, pacifica e acalma; é vida!
O Espírito é compreendido também como luz. A luz é condição para quase tudo que existe. É difícil definir o que seja a luz. Ela possui velocidade enorme; atravessa o universo, proporcionando-lhe consistência. Jesus é apresentado como "luz do mundo" (Jo 1,4). Nós mesmos, segundo as Escrituras Sagradas, somos chamados a nos tornar 'filhos e filhas da luz'. "Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-4).
Como 'filhos e filhas da luz', sentimo-nos desafiados por fragilidades e limitações. Se, por um lado há algo no ser humano que o lança em direção ao Infinito, há também algo que o segura próximo ao limitado e contingente, condição que nos faz 'sempre e de novo', invocar o Espírito Criador, Consolador e Renovador, a fim de, com seu auxílio, jamais percamos o rumo ou a direção. Mas não só. Invocando-o, pedimos também afabilidade, sensibilidade, compreensibilidade, pois sentimos o peso da dureza e da rigidez, das obtusidades e desvios que caracterizam a natureza humana.
O cultivo da abertura ao Espírito de Deus alimenta a necessária e salutar disposição para o novo, além de nos permitir ser surpreendidos pela salvação (salus = saúde, salvação) que somente o Deus Criador pode conceder, fazendo novas todas as coisas.
A Igreja em todos os tempos não se cansa de cantar: "Vem, Espírito Santo". Sob sua inspiração e ação não há engano. Fazendo-se presente no caminho dos discípulos e discípulas de todos os tempos, o Espírito concede ânimo, consolo e segurança, penetrando suas ações e decisões.
Presente desde as origens da história, o Espírito é mestre interior a inspirar e orientar a todos rumo ao Reino definitivo anunciado e inaugurado por Jesus de Nazaré. O Espírito da Verdade vai orientando e guiando a Igreja de todos os tempos em direção a "toda a verdade" (Jo 16,13). Sob a força do Espírito Santo, Deus continua revelando à Igreja seus desígnios.
É pela força do Paráclito que os artistas criam, poetas cantam, profetas denunciam, jovens, mulheres e homens rezam e assumem a prática do bem, da verdade e do belo. É o vigor da luz beatíssima que sustenta a muitos no seguimento do Crucificado-Ressuscitado, no testemunho e anúncio do 'Reino e sua justiça'.
"O Espírito Santo ensina-nos o caminho; recorda-nos e explica-nos as palavras de Jesus; leva-nos a rezar e a dizer 'Pai' a Deus; faz-nos falar aos homens no diálogo fraterno e leva-nos a falar na profecia" (Papa Francisco).
Deixemo-nos surpreender por Deus e seu Espírito! Por isso, rezamos: "Vem, Espírito Santo... Enche o íntimo do coração de teus fiéis... Lava o que é sórdido, irriga o que é árido, sana o que é doente... Dá o mérito da virtude, o êxito da salvação, o perene gozo".
Fonte: CNBB

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Santo do Dia - São Justino

São Justino
Nasceu na Palestina em uma família que não conheceu Jesus. Justino buscou com aquilo que ele tinha, a verdade. Ele tinha essa sede e providencialmente pôs em sua vida um ancião que se aproximou dele para falar sobre a filosofia. E ele apresentou o ‘algo mais’ que faltava a Justino. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo.

Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder diariamente a sua fé. E depois dos padres apostólicos, ele foi intitulado como o primeiro santo, padre.
A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo.
Por inveja e por não aceitar a verdade, um filosofo denunciou São Justino, que foi julgado injustamente, flagelado e por não renunciar a Jesus Cristo, foi decapitado. Isso no ano de 167.

Com fé e razão nós mergulhamos nosso ser no coração de Jesus, modelo e fonte de toda graça, bênção e santidade.
São Justino, rogai por nós!

Liturgia Diária-Segunda-feira- Primeira Leitura (Tb 1,3;2,1a-8)


Início do Livro de Tobias.
1,3Eu, Tobit, andei nos caminhos da verdade e da justiça, todos os dias da minha vida. Dei muitas vezes esmolas, aos meus irmãos e compatriotas, que comigo foram deportados para Nínive, no país dos assírios.2,1aNo dia da nossa festa de Pentecostes que é a festa das Sete Semanas, prepararam-me um excelente almoço, e reclinei-me para comer. 2Quando puseram a mesa com numerosas iguarias, disse ao meu filho Tobias: “Vai, filho, vai procurar, entre nossos irmãos deportados em Nínive, algum que, de todo o seu coração, se lembre do Senhor, e traze-o aqui para comer comigo. Assim, meu filho, ficarei esperando até que voltes.3Tobias saiu, pois, à procura de um pobre entre nossos irmãos. E voltou dizendo: “Pai!” Respondi: “Que há, meu filho?” Continuou Tobias: “Um homem do nosso povo foi morto e lançado à praça pública. E ainda se encontra lá, estrangulado”. 4Levantei-me de um salto, deixando o almoço, sem prová-lo. Tirei o cadáver do meio da praça e depositei-o numa das dependências da casa, esperando o pôr do sol para enterrá-lo. 5Ao voltar, lavei-me e, entristecido, tomei minha refeição. 6Lembrei-me das palavras do profeta Amós, ditas contra Betel: “Vossas festas se transformarão em luto e todos os vossos cantos em lamentação”. 7E chorei. Depois que o sol se escondeu, fui cavar uma sepultura e enterrei o cadáver. 8Meus vizinhos zombavam, dizendo: “Ele ainda não tem medo. Já foi procurado para ser morto por este motivo, e teve que fugir. No entanto, está de novo sepultando os mortos!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje (SI 111)

— Feliz aquele que respeita o Senhor!
R- Feliz aquele que respeita o Senhor!

1- Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos.R
2- Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.R
3- Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R

Compreendendo e Refletindo

Quando pensamos em construir alguma coisa – seja construir uma casa, seja um prédio, um edifício ou a menor coisa que seja – é importante sabermos onde ela está edificada, isto é, qual é a edificação que aquela casa vai ter, o fundamento que vai sustentar aquela construção.
Sabem, meus irmãos, na construção do Reino de Deus, na construção da vida de cada um de nós, na construção da vida familiar, nós precisamos de uma pedra de sustento. Precisamos daquela pedra que pode estar debaixo de todas as outras, mas é ela quem vai dar a sustentabilidade a ela e garantir o êxito da construção ou daquilo a que você se propôs a fazer.
Não edifique nem construa nada em sua vida sem ter Jesus como fundamento ou como pedra principal! Não rejeite Jesus, não rejeite a ação de Deus em sua vida e em seu meio!
Jesus age em nós por meio dos profetas, por meio dos sacramentos, por intermédio da Igreja e dos sacerdotes da Igreja. E se quisermos permanecer fiéis à graça de Deus não rejeitemos os enviados de Deus, não rejeitemos os profetas de Deus, não rejeitemos aqueles que vêm na autoridade de Deus falar em nome do Senhor. Porque, muitas vezes, podemos cair no tremendo erro de rejeitar Deus no meio de nós.
Sabem, meus irmãos, Jesus vem até nós de uma forma muito simples, Ele vem a nós de uma forma muito ordinária: Ele vem no nosso cotidiano, Ele fala a nós nos acontecimentos e nos fatos. Ele fala conosco por intermédio de Sua Palavra, das Sagradas Escrituras e dos sacramentos que a Igreja realiza. Ele fala conosco por meio dos nossos sofrimentos.
Por essa razão, o mais importante é colocarmos Jesus como o centro e como o condutor da nossa vida! Não caia nessa tentação, não queira colocar nenhum outro fundamento sob a sua vida, sob suas ações, sob aquilo que você realiza a não ser Cristo Jesus, Nosso Senhor! Quando servimos a Deus desta maneira, Ele próprio nos dá sabedoria e conhecimento e nos capacita para que levemos a bom termo a obra que n’Ele começamos e n’Ele edificamos!
Deus abençoe você
Padre Roger Araújo- Canção Nova